Dialogos impertinentes: Um mundo em colapso ou uma oportunidade de mudança.
O Tucarena no 3º dia do Sustentável 2009, recebeu para esta plenária, uma estrutura diferenciada, pois o debate seria gravado por uma equipe profissional. E claro que nesta tarde, todas as atenções estavam voltadas para a Senadora Marina Silva.
Prof. Ladislau Dowbor da PUC-SP, inicia a plenária falando do absurdo que enquanto milhares de pessoas morrem no mundo por complicações causadas pela Aids, os laboratórios discutem qual deve ser o valor do coquetel para serem reconpensadas, “Considero o excesso de remuneração tão patológico quanto a falta” disse Prof. Ladislau, e completo ainda “achamos natural o excesso de consumo, a paralização pelo excesso de carros nas ruas e curiosamente somos chamados de homosapiens”. Para mim, o destaque da apresentação do professor da PUC é para o seu questionamento final: “com US$ 300 bi tiramos as pessoas da indigência, como os bancos conseguem 1,3 tri para se recuperarem?” Alguem arrisca uma esposta?
Marcos Bicudo – presidente da Philips e Chairman CEBDS, defendeu que uma estratégia hj só é vencedora se for sustentável, se buscar equilíbrio na geração de valor econômico, social e ambiental. A ordem econômica atual tem que ser desafiada, a sustentabilidade na realidade só existe se contribuir na perenidade do negócio.
Sustentabilidade é uma oportunidade ou ameaça? para mim (ainda falando o Marcos Bicudo) é uma oportunidade mas que exige um censo de urgência, com praticas que não permitam a perenidade da busca somente pela geração de valor econômico, e exige a articulação de todos os setores da sociedade.
Gostei muito do discurso tanto do Prof. Ladislau e do Marcos Bicudo, achei bastante coerente e contestados, como poucos que havia ouvido até aqui, talves porque sabiam que a próxima seria a Marina Silva, brincadeira…
Logo de inicio uma frase de Marina Silva me chamou a atenção: “Não sei se a natureza é perfeita, mas ela teve muito mais tempo de teste para aperfeiçoar seus resultados e processos” Achei muito bacana esta reflexão, e como ela disse é impensável achar que a nossa ciência em tão pouco tempo de existência conseguirá tão de imediato reverter esta situação a curto prazo.
Por isso, atitudes voltadas para a sustentabilidade fazem-se imediatas, segundo Marina Silva: “As pessoas não tem o mesmo censo de urgência para resolver a crise ambiental como tem com a crise econômica”. E estas ações não precisam nascer grandiosas, Marina citou Chico Mendes, que com questionamentos para a sua localidade, par aquela região que ele queria defender, levantou a discussão sobre modelos alternativos para toda a Amazônia.
Para Marina Silna, não é preciso ter respostas prontas e acabadas, é um processo, mas que precisa ser continuo e não pode ser pervertido, não é possível imaginar que não possamos desenvolver modelos em que todas as pessoas possa desenvolver as suas habilidades. Modelo de desenvolvimento que não é capaz de manter as suas especifidades não serve, pois é anulador.
Digam se este este debate não teve força para concorrer em conteúdo com o que contou com Stef van Dongen e Manish Tripathi?
Para encerra Marina Silva conclui com um trecho de um poema de sua autoria “Arco e Flecha”.
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Do arco que empurra a flecha, Do alvo mirado Sendo assim não terei arma, |
Sou o arco, sou a flecha, Sou o arco por primeiro, Buscai o melhor de mim |
P.S. este post foi piblicado originalmente no blog Sustentável 2.0